Você estava presente em todos os momentos, mas no inicio não o percebia, minha percepção não era suficiente para notá-lo, para mim só existia o “agora” continuo e eterno, de maneira imperceptível, começou mexer comigo.
Embora sua presença não fosse de imediato notada, não dava para deixar de senti-lo, comecei notar que você fazia parte de mim, não demorou muito a te conhecer melhor, passei a te desejar mais, queria que acelerasse o seu movimento em mim, mas o sentia passivo, não percebia que era a intensidade dos meus movimento que fazia o acelerar, eu era quem determinava a sua presença com maior força.
Meu corpo o desejava com maior intensidade queria que você me tocasse com mais anseio, tinha pressa em o sentir, percebi que o meu desejo não aumentava a sua velocidade, e quanto mais queria que você me levasse, mais sentia sua demora, você nunca teve pressa, eu desejava correr!
Suas marcas eram quase imperceptíveis, mas a cada toque seu aumentava a sensação, aos poucos comecei a sentir a sua força, meu desejo era veloz, mas você não tinha pressa era um amante paciente, eu não percebia que a sua força consistia em deixar que eu determinasse como você iria me tocar.
Enigmático, indecifrável, eu pensava que você existisse independente de mim, mas percebi que meu corpo é que lhe da significado, os dias mostram a sua importância, os astros tentam lhe por limites, a terra passeia em torno de si para marcar a velocidade com que você passa, mas você e que marca a velocidade que passa em min.
Agora experimento a sensação de perda, emoções, desejo o que sei não ser mais possível realizar, é implacável aquele que gera a saudade, nunca me permite voltar, amante exclusivista, a todo o momento me lembra que estou passando, enquanto você passa em min.
Dono de muitas paixões, mas você me domina, marca o meu rosto, transforma o meu corpo, mesmo quando luto contra, sua força é maior, não precisa do meu consentimento violenta os meus desejos, me frustra, humilha, mostra-me os meus erros, não me poupa de remorsos, tira pessoas que eu amo, mas em nenhum momento deixa de estar comigo, mesmo sendo para trazer à lembrança as dores que sinto.
Desejo que você pare! Dê uma pausa, mas você invade violenta a minha vontade, não tenho opção vou me entregar, deixar-me levar, já não quero mais resistir, quero estar mais com você, pois sei que vai sempre me dominar, independente do meu querer. Então, já que não tenho opção, quero sentir prazer, celebrar com você o nosso caso de amor, meu amante... Tempo!
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domingo, 28 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
A anti-ética da gen-ética
Ética é uma palavra do: “grego ηθική, ethiké) (...) ramo da filosofia (...) que estuda a natureza do que é considerado adequado e moralmente correto. Já genética, “do grego genno (fazer nascer), é a ciência dos genes, da hereditariedade e da variação dos organismos.
A genética estuda a origem da vida, dos genes,desenvolvimento da vida em suas complexidades, enquanto a ética estuda o juizo dos atos, determinando o que é moralmente certo ou errado.Uma acompanha o desenvolvimento do ser, outra julga as suas ações consciente deste.
O gênesis da existência não segue um código de ética, pois a genética, está envolta em mistérios, as substâncias que traz a existência o Ser, coloca-o num habitat, de forma que suas ações, não são moldadas pelo ambiente, mas o ambiente se ajusta sofrendo mudanças para acomodá-lo.
O sêmen é a semen-te que sozinha não produz vida, precisa ser introduzida no óvulo para juntos desenvolverem a maravilha que é o ser humano. È interessante notar que não há ética na gen-ética do “ser” que ainda não “é” ativo na transformação do seu ambiente, pois a sua ação é romper com qualquer resistência que venha se opor ao seu desenvolvimento.
O útero ma-terno é obrigado a tornar-se terno, aconchegante, pois, o ser vivo que está nele para se desenvolver, exige ser acomodado, mas esse “ser” fica in-comodado, quando o espaço, já não suporta mais o seu desenvolvimento. O tempo acaba sendo o responsável por tirá-lo do in-cômodo de não ser mais cômodo ficar onde está; [1], no entanto o mesmo tempo que o obriga a sair, causa-lhe outro incomodo, o de perder a proteção que tinha antes de Crescer.
O crescimento exige uma nova dimensão onde ele ganha espaço, mas perde o conforto. [2] Assim é na vida, crescer significa romper, sair do conforto das certezas, e entrar no mundo das incertezas, pois as certezas mais convictas hoje são incertezas amanhã! Assim como o feto fica protegido pelas limitações do útero, e não tem noção do que o espera do lado de fora, o homem fica protegido pelas suas limitações, e se acomoda nas suas certezas até o momento em que as necessidades o empurram para fora do seu “habitat”. [3]
O feto experimenta momentos de mudanças drásticas, para crescer, é preciso sair da “redoma” do útero empurrado pela placenta, não por opção mais pela força da natureza bio-lógica, a lógica da vida mostra a lei da necessidade, que para ganhar é necessário perder.
O feto ganha espaço, mas perde o conforto, perde o conforto, mas ganha uma nova visão do mundo além-utero. A placenta que acomoda é a mesma que “expulsa”, na lei da genética há uma ética, e essa é implacável: “o crescimento exige ruptura”.
Jesus mostrou essa lei ao confrontar os religiosos da sua época, a obediência externa da lei, servia como um “útero”, [4] que acomodava o legalismo, eles estavam como um feto, acomodado, e quando chegou o momento de ser “expulsos” do seu habitat, rejeitaram por medo do que ia perder, mas não sabiam que a única forma de ter uma revelação maior seria deixar a revelação anterior.
O feto perde o conforto, mas ganha uma nova visão da existência, semelhantemente, também corremos o risco de ficarmos “presos”, no “útero do comodismo”, das nossas convicções que nos protege, de encarar o mundo desconhecido dos que pensam diferentes de nós.
Afinal podemos perder tudo o que adquirimos! Para que correr riscos? Sair é correr o risco de perder o que foi ganho durante o período no “habitat fechado”, que nos acomodava!Para o ser humano o desconhecido é um adversário a ser temido, pois ele é implacável, não dá opção, uma vez conhecido, não há como voltar atrás.
A criança, ao sair do útero, expressa o seu descontentamento com o choro, mas depois fica encantado com as luzes, recebe o aconchego de quem esta do lado de fora ansioso para conhecê-lo. Não tem opção de voltar, ao lugar que estava, e ainda que tivesse certamente não iria mais trocar a visão que tem agora do lado de fora, pela visão que tinha do lado de dentro, mesmo que o preço dessa visão seja o desconforto.
Para receber agora o que recebia passivamente, precisará ativamente, se expressar, muda-se a comunicação, essa é a perda de sair do “útero”, mas o ganho de estar fora é experimentar o que nunca teria no lugar onde esteve.
Crescer é uma necessidade da genética humana, o homem está pré-determinado a se desenvolver... Haverá um momento em que as circunstâncias da vida, nos empurará para fora do nosso habitat, experimentaremos a força de não poder resistir as mudanças que nos cercam e nos obrigam a rever nossas certezas.
Quando isso acontecer certamente teremos des-conforto, mas o conforto vem ao experimentarmos que é melhor crescer, do que lutar contra a força da genética da vida.
Uma vez que fomos fecundados pelo “sêmen” vida, não há como permanecer sem crescimento, pois estaríamos indo contra a bio-gen-ética , que nos gerou para viver.
_____________________________________________
NOTAS
[1] O Sábio do livro de Eclesiastes, fala da ação primordial do tempo na existência humana: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer”. Isso nos mostra que a vida passa por ciclos, e as mudanças são necessárias.
[2] O apóstolo Paulo em 1corintios 13, fala da mudança que houve de acordo com a mudança de fase de criança para adulto, pois as atitudes mudaram.
[3] O apóstolo Paulo teve a revelação dessa realidade quando diz: “... gloriamos-nos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência. E a paciência a experiência, e a experiência a esperança”. Isso mostra a realidade de que para ganharmos algo que venha nos ajudar no crescimento, precisamos às vezes ser “expulsos”, da nossa comodidade através de circunstâncias adversas que trarão benefícios.
[4] Mateus 23:5 Jesus fala que a religião Farisaica se acomodava no engano de obras visíveis, que não eram reprovadas em si, por ser obras, mas na intenção: “a fim de serem vistos pelos homens”. Na ética de Jesus os fins não justificam os meios, as intenções do interior é o aferidor de medidas para a justificação das obras, e não as obras se justificarão por si mesmas.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Religião: Sentido e Neurose
A religião realmente tem causado uma opressão psicológica no homem, pois alguns fenômenos são espiritualizados, hoje se percebe que as causas de muitas manifestações tiveram sua origem não nos “espíritos”, mas na pressão psicológica com leis rígidas, onde o homem confrontado com as exigências da divindade criou um estado de “síndrome do pânico” conseqüências do terror diante da possibilidade de infligir alguma lei, do “Deus”, exigente!
Afinal que final poderá ter quem “desobedecer”, aquele que está “com os olhos como chama de fogo”, um verdadeiro teatro de horror, onde não há alternativa, a obediência irracional é o único meio de manter aplacada sua a ira!
Jesus encontrou esse sistema no seu tempo, veja a situação de uma mulher oprimida pela religião que se propõe re-construir a relação humanidade-divindade, mas diviniza a hierarquia e des-humaniza o homem na qual se propõe elevar:
“Jesus estava ensinando numa das sinagogas no sábado. E estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava encurvada, e não podia de modo algum se endireitar. Vendo-a Jesus, chamou-a, e disse-lhe: Mulher estás livre da tua enfermidade; e impôs-lhe as mãos e imediatamente ela se endireitou, e glorificava a Deus. [1]
Esse texto mostra a cura efetuada por Jesus, fala de um “espírito de enfermidade”, a crença na teologia é que há espíritos que influenciam na vida do ser humano, embora não seja empiricamente provado, não há porque contestar, visto que a religião atua no âmbito da fé.
No entanto o fato de andar encurvada, não significa que foi uma “ação imediata” desse espírito, ela estava nesse estado há dezoito anos. Uma leitura mais analítica desse texto poderá revelar alguns fatores psicológicos, na vida dessa mulher:
- Estava na sinagoga, pertencia à religião judaica da qual é a gênese do cristianismo, que culpava a mulher pela desgraça de adão e conseqüentemente da humanidade.
- A lei é reconhecida como boa e perfeita mesmo assim produzia que culminava em opressão. Como algo que veio para o bem ser transformado em algo tão maligno?
- A religião como produtora de sentido da vida, transformou uma mulher, chamada por Jesus de filha de Abraão, prisioneira durante dezoito anos num cárcere psicológico será que a pressão da mente não encurvou o seu corpo? (psico-somático?).
- Os interpretes colocavam o dia de sábado como “sagrado”, onde não poderiam exercer nenhum trabalho, mas Jesus cura a mulher justamente nesse dia, e essa foi à queixa do chefe da sinagoga, porque será que eles valorizavam mais o dia do que as pessoas, mais a liturgia do que o ser humano?
- Jesus os censurou que eles ao tirar uma ovelha para alimentá-las, estavam trabalhando, na realidade eles não relativizavam o conceito do que é “trabalho”. Isso mostra um ritualismo, com inversão de valores?
Dentro desse arcabouço, vemos que a situação da mulher foi um processo que culminou na opressão psicológica, e não uma “ação imediata”, uma possessão, há muitas pessoas que à semelhança dessa mulher, estão dentro do templo, com “opressão psicológica”.
Neurose causada pela culpa de conceitos deturpados, e ai ao atingir o ápice, a personalidade é totalmente aniquilada dando espaço para o “outro opressor” mesmo alegando ser o templo de Deus, outro “deus”, habita no seu templo, um deus que despersonaliza, anula o individuo fazendo o viver num estado neurótico.
Isso me faz refletir: "A religião é a maior produtora de sentido, paradoxalmente, é também a maior produtora de neuróticos..."
________________________________
Notas
[1] Lucas 13:10-17
[2] Salmos 19: 7 Romanos 7:16
Afinal que final poderá ter quem “desobedecer”, aquele que está “com os olhos como chama de fogo”, um verdadeiro teatro de horror, onde não há alternativa, a obediência irracional é o único meio de manter aplacada sua a ira!
Jesus encontrou esse sistema no seu tempo, veja a situação de uma mulher oprimida pela religião que se propõe re-construir a relação humanidade-divindade, mas diviniza a hierarquia e des-humaniza o homem na qual se propõe elevar:
“Jesus estava ensinando numa das sinagogas no sábado. E estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava encurvada, e não podia de modo algum se endireitar. Vendo-a Jesus, chamou-a, e disse-lhe: Mulher estás livre da tua enfermidade; e impôs-lhe as mãos e imediatamente ela se endireitou, e glorificava a Deus. [1]
Esse texto mostra a cura efetuada por Jesus, fala de um “espírito de enfermidade”, a crença na teologia é que há espíritos que influenciam na vida do ser humano, embora não seja empiricamente provado, não há porque contestar, visto que a religião atua no âmbito da fé.
No entanto o fato de andar encurvada, não significa que foi uma “ação imediata” desse espírito, ela estava nesse estado há dezoito anos. Uma leitura mais analítica desse texto poderá revelar alguns fatores psicológicos, na vida dessa mulher:
- Estava na sinagoga, pertencia à religião judaica da qual é a gênese do cristianismo, que culpava a mulher pela desgraça de adão e conseqüentemente da humanidade.
- A lei é reconhecida como boa e perfeita mesmo assim produzia que culminava em opressão. Como algo que veio para o bem ser transformado em algo tão maligno?
- A religião como produtora de sentido da vida, transformou uma mulher, chamada por Jesus de filha de Abraão, prisioneira durante dezoito anos num cárcere psicológico será que a pressão da mente não encurvou o seu corpo? (psico-somático?).
- Os interpretes colocavam o dia de sábado como “sagrado”, onde não poderiam exercer nenhum trabalho, mas Jesus cura a mulher justamente nesse dia, e essa foi à queixa do chefe da sinagoga, porque será que eles valorizavam mais o dia do que as pessoas, mais a liturgia do que o ser humano?
- Jesus os censurou que eles ao tirar uma ovelha para alimentá-las, estavam trabalhando, na realidade eles não relativizavam o conceito do que é “trabalho”. Isso mostra um ritualismo, com inversão de valores?
Dentro desse arcabouço, vemos que a situação da mulher foi um processo que culminou na opressão psicológica, e não uma “ação imediata”, uma possessão, há muitas pessoas que à semelhança dessa mulher, estão dentro do templo, com “opressão psicológica”.
Neurose causada pela culpa de conceitos deturpados, e ai ao atingir o ápice, a personalidade é totalmente aniquilada dando espaço para o “outro opressor” mesmo alegando ser o templo de Deus, outro “deus”, habita no seu templo, um deus que despersonaliza, anula o individuo fazendo o viver num estado neurótico.
Isso me faz refletir: "A religião é a maior produtora de sentido, paradoxalmente, é também a maior produtora de neuróticos..."
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Notas
[1] Lucas 13:10-17
[2] Salmos 19: 7 Romanos 7:16
sábado, 6 de março de 2010
Inspiração ou suficiência?
Uma das perguntas que sempre me perguntam é: “Como vou crer que um livro feito por homem é a palavra de Deus?” Sinceramente não acho importante a definição de “inspiração plenária ou verbal”! Estou em maior concordância com João Wesley “A bíblia é suficiente”!
Descobertas arqueológicas confirmam a existência de Abraão, Isaque e Jacó, outrora considerados como lendário, a destruição de Sodoma e Gomorra, que eram “mitológicas”, até que foram comprovadas a existência das cinco cidades mencionadas na Bíblia” [1]
Não é meu propósito fazer apologia sobre a credibilidade da bíblia, mas vejamos alguns fatos no mínimo intrigante; a Bíblia foi escrita num tempo remoto, com mais de 4000 mil anos de história, pela lógica, Ela não pode recomendar “Antes”, algo que o homem descobriria “depois”. Por exemplo, nela há princípios de profilaxia, num período tão longe da medicina moderna, ela registra antecipadamente algo que só seria descoberto em séculos posteriores!
No século XVIII, a Bíblia já havia se antecipado, recomendando atos que posteriormente na modernidade, foram “descobertos” instituindo princípios que seriam um “método preventivo” para a saúde dos hebreus na peregrinação, imagine a reação dos pais quando receberam a ordem de Deus para que ao oitavo dia do nascimento de todo menino, pegar o seu órgão genital, cortar a pele que fica envolto no pênis, essa operação (certamente sem anestesia usando talvez o vinho e o azeite como anti-séptico) [2], parecia uma crueldade de Deus para com uma criança, vejamos o mandamento de Deus:
“E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós. O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações”. [3]
O significado dessa ação seria somente um ato com simbolismo espiritual? Apenas um símbolo prefigurando uma “cirurgia espiritual”, para uma aliança futura com a vinda do messias anunciado. [4] ou era uma antecipação a medicina que somente em 1900, conseguiu descobrir: “O Dr. Hiram N. Winebrg, descobriu que não havia câncer de útero nas mulheres judias, devido ao ato da “circuncisão”, (Circum = em volta de + cisão= corte) feita na criança do sexo masculino ao oitavo dia de nascimento [5]”.
Esse “corte em volta de” impede de acumular uma bactéria por nome “semegma”, que poderão ser depositadas numa relação sexual, no colo do útero, no caso de existir lacerações essas bactérias poderão causar irritações, conseqüentemente o câncer de útero [6].
A descoberta da ciência não se deu em laboratórios usando cobaias, mas pela observação nas mulheres judias, que não contraiam o câncer de útero. Mas porque no oitavo dia, pode perguntar alguém, não poderia ser depois, ou antes, do oitavo dia a resposta da medicina é não!
“Há um coagulador no sangue chamado de vitamina “K” antes do dia quinto e sétimo, o dia mais eficiente onde precisa da quantidade ideal (...) Também produz quantidade suficiente de “protombina” que eleva-se a quantidade de 110% depois desce a 100%, por isso o melhor dia é o oitavo por possuir maior quantidade do que qualquer outro dia” [7]
A medicina “descobriu”, o que bíblia já havia “descoberto”, cerca de 3000 anos antes de Cristo. No século 18 a Europa era o centro da tecnologia mundial, a medicina era destaque, em Viena um hospital muito famoso em sua época, tinha um alto índice de mortalidade, os obstetras atribuíram às mortes a lactação atrasada, medo e ar venenoso.
Os médicos que faziam as autopsias nas 24 horas precedentes, logo depois de acompanhados dos seus estudantes, iam aos quartos fazer exames nas mulheres gestantes, “sem lavar as mãos”, um médico por nome Ignaz Semmelweis, observou que o numero de pacientes mortas aumentavam “coincidentemente”, após os médicos saírem da autópsia e examinarem as pacientes gestantes, então estabeleceu por 3 meses a regra de nenhum médico atender as pacientes antes de “lavar as mãos”, essa experiência revolucionou a situação daquele hospital, pois caiu o índice de mortalidade, pois o medico “descobriu”, o que a torah já havia registrado séculos antes para Moisés no deserto.[8]
Como explicar recomendações de prevenção antibacteriana, séculos antes da medicina “descobrir” a custo de muitas mortes, por infecção no Século XVIII? [9]
Sinceramente para min não importa o termo “inspiração plenária ou verbal”, da ortodoxia, ou “tornar-se a palavra” da neo-ortodoxia, ou mito do liberalismo... para min ela é suficiente, ela é revelação...
___________________________________________________________
Notas
[1] Strobel, Lee. Em defesa da fé. São Paulo. Ed. Vida. 2002.p. 178
[2] Na parábola do Samaritano conta-se que o homem que socorreu o ferido colocou vinho e azeite nos seus ferimentos: Lucas 10: 30,33-34.
[3] Gênesis 17:10-14
[4] Romanos 2:28-29
[5] S.I.Mcmillen M.D. A provisão divina para a saúde. Ed. Fiél 1978.p. 19
[6] Idem, p. 20.
[7] Idem, p. 22.
[8] Números 19:11-13
[9] Idem, 19:19
Descobertas arqueológicas confirmam a existência de Abraão, Isaque e Jacó, outrora considerados como lendário, a destruição de Sodoma e Gomorra, que eram “mitológicas”, até que foram comprovadas a existência das cinco cidades mencionadas na Bíblia” [1]
Não é meu propósito fazer apologia sobre a credibilidade da bíblia, mas vejamos alguns fatos no mínimo intrigante; a Bíblia foi escrita num tempo remoto, com mais de 4000 mil anos de história, pela lógica, Ela não pode recomendar “Antes”, algo que o homem descobriria “depois”. Por exemplo, nela há princípios de profilaxia, num período tão longe da medicina moderna, ela registra antecipadamente algo que só seria descoberto em séculos posteriores!
No século XVIII, a Bíblia já havia se antecipado, recomendando atos que posteriormente na modernidade, foram “descobertos” instituindo princípios que seriam um “método preventivo” para a saúde dos hebreus na peregrinação, imagine a reação dos pais quando receberam a ordem de Deus para que ao oitavo dia do nascimento de todo menino, pegar o seu órgão genital, cortar a pele que fica envolto no pênis, essa operação (certamente sem anestesia usando talvez o vinho e o azeite como anti-séptico) [2], parecia uma crueldade de Deus para com uma criança, vejamos o mandamento de Deus:
“E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós. O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações”. [3]
O significado dessa ação seria somente um ato com simbolismo espiritual? Apenas um símbolo prefigurando uma “cirurgia espiritual”, para uma aliança futura com a vinda do messias anunciado. [4] ou era uma antecipação a medicina que somente em 1900, conseguiu descobrir: “O Dr. Hiram N. Winebrg, descobriu que não havia câncer de útero nas mulheres judias, devido ao ato da “circuncisão”, (Circum = em volta de + cisão= corte) feita na criança do sexo masculino ao oitavo dia de nascimento [5]”.
Esse “corte em volta de” impede de acumular uma bactéria por nome “semegma”, que poderão ser depositadas numa relação sexual, no colo do útero, no caso de existir lacerações essas bactérias poderão causar irritações, conseqüentemente o câncer de útero [6].
A descoberta da ciência não se deu em laboratórios usando cobaias, mas pela observação nas mulheres judias, que não contraiam o câncer de útero. Mas porque no oitavo dia, pode perguntar alguém, não poderia ser depois, ou antes, do oitavo dia a resposta da medicina é não!
“Há um coagulador no sangue chamado de vitamina “K” antes do dia quinto e sétimo, o dia mais eficiente onde precisa da quantidade ideal (...) Também produz quantidade suficiente de “protombina” que eleva-se a quantidade de 110% depois desce a 100%, por isso o melhor dia é o oitavo por possuir maior quantidade do que qualquer outro dia” [7]
A medicina “descobriu”, o que bíblia já havia “descoberto”, cerca de 3000 anos antes de Cristo. No século 18 a Europa era o centro da tecnologia mundial, a medicina era destaque, em Viena um hospital muito famoso em sua época, tinha um alto índice de mortalidade, os obstetras atribuíram às mortes a lactação atrasada, medo e ar venenoso.
Os médicos que faziam as autopsias nas 24 horas precedentes, logo depois de acompanhados dos seus estudantes, iam aos quartos fazer exames nas mulheres gestantes, “sem lavar as mãos”, um médico por nome Ignaz Semmelweis, observou que o numero de pacientes mortas aumentavam “coincidentemente”, após os médicos saírem da autópsia e examinarem as pacientes gestantes, então estabeleceu por 3 meses a regra de nenhum médico atender as pacientes antes de “lavar as mãos”, essa experiência revolucionou a situação daquele hospital, pois caiu o índice de mortalidade, pois o medico “descobriu”, o que a torah já havia registrado séculos antes para Moisés no deserto.[8]
Como explicar recomendações de prevenção antibacteriana, séculos antes da medicina “descobrir” a custo de muitas mortes, por infecção no Século XVIII? [9]
Sinceramente para min não importa o termo “inspiração plenária ou verbal”, da ortodoxia, ou “tornar-se a palavra” da neo-ortodoxia, ou mito do liberalismo... para min ela é suficiente, ela é revelação...
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Notas
[1] Strobel, Lee. Em defesa da fé. São Paulo. Ed. Vida. 2002.p. 178
[2] Na parábola do Samaritano conta-se que o homem que socorreu o ferido colocou vinho e azeite nos seus ferimentos: Lucas 10: 30,33-34.
[3] Gênesis 17:10-14
[4] Romanos 2:28-29
[5] S.I.Mcmillen M.D. A provisão divina para a saúde. Ed. Fiél 1978.p. 19
[6] Idem, p. 20.
[7] Idem, p. 22.
[8] Números 19:11-13
[9] Idem, 19:19
segunda-feira, 1 de março de 2010
Poesia do Sexo
O livro de Cantares encontrou oposição até mesmo dos mestres que foram selecionar os “Canônicos”, que passariam pelo teste para ser aceito como inspirados. Justamente por ser um livro que fala da relação sexual de forma poética e explicito na intimidade do casal, houve quem fosse contra esse livro ser incluído nos considerados inspirados pelo Espírito Santo. Há certo “Inconsciente coletivo” no que se refere ao tema sexo na igreja Cristã, desde os primórdios até os dias atuais. O livro de Cantares para muitos é interpretado como uma analogia entre Cristo e a Igreja, pois se não for assim, é preciso admitir que cantares é um livro que fala de forma poética sobre o sexo entre homem e mulher.
Em nossa cultura fizeram uma distinção entre “Sexo” e “Sexo oral”, no entanto, não existe biblicamente essa separação, tão pouco esse nome “sexo oral”, ou algo correspondente, de forma separada, como se fosse dois tipos de sexo, um com penetração considerada normal, e outro sem penetração, considerado pecaminoso, mas a bíblia só fala de sexo!
O livro de cantares não separa “beijo”, de “sexo”, pois o beijo faz parte do sexo, e ninguém chama a caricia do beijo de “sexo labial”, da mesma forma carícias com a boca também não é separado como se fosse outro sexo.
Sulamita convida o seu amado para a intimidade:
“Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que destilem os seus aromas. Ah! entre o meu amado no jardim, e coma os seus frutos excelentes!” [1]
Veja a fala de Sulamita: “sopra no meu jardim, para que destile os seus aromas”, que jardim seria esse que ela fala para ele soprar? E com que o seu amado daria esse “sopro”? Que faria com que o cheiro se elevasse? Ela diz que o sopro do seu amado no seu jardim, destila aromas, considerou como um perfume que iria ser exalado quando ele soprasse!O cheiro de seu corpo inclusive dos órgãos sexuais para ela tinha cheiro, e não um odor de repugna!
“Ah! entre o meu amado no jardim, e coma os seus frutos excelentes!” [2] Na continuidade ela convida o amado a entrar no jardim e comer os seus “frutos excelentes”, ela chama algo no seu corpo de “jardim”, e esse tem “frutos excelentes”, e convida ele a saborear esses frutos, com o que ele poderia saborear esses frutos? Veja que no contexto Salomão diz:
“Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada”. [3]
Até mesmo os mais tradicionais na interpretação desse texto entendem que esse versículo fala do órgão sexual de Sulamita, que Salomão se refere a “Jardim fechado”, certamente pelo fato de ela não haver ainda tido relação sexual.
Na seqüência ele diz que os renovos da jovem são um “pomar de romãs, com frutos excelentes”, mas uma vez ele se refere ao sexo de Sulamita como “frutos, excelentes”, sem ter nenhum receio ou constrangimento de falar sobre o paladar.
Salomão em forma poética fala de sua intimidade com Sulamita: “Já entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite; comei amigos, bebei abundantemente, ó amados”. [4]
Qual seria esse jardim que Salomão diz que entrou e colheu mirra uma essência aromática? E ainda se refere ao mel, vinho e leite! Se fosse interpretar como sentido literal, poderíamos dizer que a mirra é uma planta que produz um perfume, e, portanto é colhido num jardim com as mãos, mas e o “vinho e o leite” , que ele diz que bebeu, são plantados e podem ser colhidos num jardim?
A cultura ocidental banalizou o sexo, mas não podemos com isso ter conceitos distorcidos da palavra de Deus, o sexo é sexo, mas há argumentos que a boca não foi feita para isso, e sim para “louvar a Deus”! Concordo que a boca foi feita para louvar a Deus, e se não pode desfrutar os “frutos do jardim”, na qual sulamita convida o seu amado, então podemos ver que hoje há mais pré-conceitos do que nos tempos bíblicos.
Digo pré-conceito, pois conceito é que o nosso corpo é templo do Espírito Santo e se achamos que algum membro do nosso corpo é impuro, pergunto: O Espírito Santo habita em todo o corpo ou somente em alguns membros do corpo? “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós”? [5]
Mas se todo o nosso corpo é templo do Espírito então porque achar que um membro do nosso corpo é impuro?
Que há diferenças de mentalidade entre as gerações, isso é verdade, mas não podemos fazer com que o modelo de pensamento de uma geração seja paradigma para outra, pois a bíblia é que deve julgar toda a cultura, e ser o modelo para determinar o que realmente é a palavra de Deus e o que são os nossos conceitos muitas vezes com interferência de pré-conceitos!
____________________________________________
Notas
[1] Cantares 4:16
[2] Cantares 4:16
[3] Cantares 4:12
[4] Cantares 5:1
[5] 2 Coríntios 3:16:
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Cordeiro e Lobo... Duas faces da natureza humana!
Lucas 10:3 “Ide eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos”.
Ao falar para os discípulos ir “como” cordeiros, ele não diz que mando “cordeiros” pois cordeiro não pode subsistir no meio de lobos, ele faz uma associação, uma símile , ele diz: “eis que vos mando como cordeiros”, mas na seqüência ele não usa figura de linguagem, afirma: “no meio de lobos”.
Sua advertência é uma psicologia de sobrevivência, pois estava dizendo o seguinte: “entenda que a mensagem do reino é uma mensagem de transformação” como cordeiro é um processo não é cordeiro, somente ele viveu em toda dimensão humana na sua essência, ele não é “como” cordeiro, ele “é” cordeiro.
Ser como cordeiro é diferente de ser cordeiro significa que os discípulos de Jesus estão passando por um processo, o evangelho não oferece uma transformação instantânea, mas sim progressiva. Havia um longo percurso para que a natureza de cordeiro existente nos discípulos subjugasse o poder da natureza do lobo que coexistia em sua personalidade.
Os discípulos recebem missão de agir “como cordeiro”. Lobo e cordeiro são duas faces da natureza humana, cordeiro é a dimensão da natureza que recebe a influência de Deus através do espírito, mas lobo é a outra dimensão da natureza do homem.
Jesus estava não só fazendo uma advertência, mas estava falando das duas dimensões que são antagônicas, que lutam no mesmo centro de consciência e o ambiente facilita, mas não pode determinar. O lobo precisa esforço para agir como cordeiro, mas “como cordeiro” pode facilmente agir “como lobo”, pois quem tem um pouco de lobo não precisa de muito esforço para agir como lobo!
Ter consciência de que a transformação não é instantânea, mas sim progressiva, é saber que o evangelho não atua como num passe de mágica, há necessidade de lutar para que o cordeiro que há na natureza não seja silenciado pelo lobo, isso acontece quando se faz o que deseja, mesmo sabendo que não devia fazer!
Quando se faz algo que sabe que não devia fazer é frustrante ver a luta entre e lobo e cordeiro, fazer o que deseja é fácil basta deixar os instintos levar, mas não fazer o que deseja, é preciso lutar, agir “como” cordeiro é ser manso, quando deseja atacar, suportar, quando quer revidar, essa consciência tem o cordeiro, mas não o lobo, por isso ele vai lutar para que o cordeiro venha agir como ele: “revidar, destruir, atacar!
Quando o lobo ataca faz o que lhe é peculiar por natureza, mas o cordeiro não tem estratégia de ataque, sua natureza não tem essa propensão, Jesus está mostrando que o evangelho oferece a consciência de que devemos ter cuidado, para que nesse conflito entre cordeiro e lobo não deixemos que o lobo venha dominar o cordeiro.
Cordeiro no habitat do lobo é presa facial, por isso ele não diz: “eu mando cordeiro no meio de lobo”, mas “como” cordeiro no meio de “lobo”, porque dentro de nós tem a mansidão do cordeiro que é a herança de cristo, mas tem a astúcia e a sagacidade do lobo, que é o ser humano dentro do seu egoísmo.
Jesus esta dizendo aqui: “Vocês vão como cordeiros no meio de lobo, prestem atenção quando vocês forem confrontados, no meio da matilha tome cuidado para que o lobo que há em você, na sua natureza, ao ser confrontado não queira fazer uma guerra, usando uma astúcia, que lhe é natural”.
O evangelho é o convite ao homem a tomar a natureza do "cordeiro", e viver no mundo de "lobos", a essência da natureza do lobo é astúcia, sagacidade, é predador, a sua subsistência depende da morte de outro, diferente do cordeiro que precisa ser conduzido, alimentado, cuidado, é dependente, não sabe se defender, já o lobo sua defesa é o ataque!Só recua quando encontra alguém que tem maior poder que ele, somente um poder maior o faz retroceder!
A advertência de Jesus aos discípulos era que eles iriam viver num um sistema predatório, pessoas que vão usar a sagacidade para ludibriar, enganar. Sua alerta: “não quero que vocês usem os mesmos instintos, porque esse é para predador!”
Eu envio vocês com uma natureza oposta, sua arma é a sujeição, bondade, mansidão que se encontra no cordeiro, lute contara a força esmagadora, opressora, coerciva, predatória que há em vocês, não usem as mesmas armas, os mesmos instintos, eu não estou enviando lobos, mas "como cordeiro" para lutar no meio de lobos, embora tenham intimidade com as armas dos lobos, suas armas são as do cordeiro!
A força que lhes dou é uma força oposta, não é a força de subjugar, dominar, oprimir, mas de sujeitar-se, não a força da guerra, mas da paz, não é a força que obtém vitória pelo método predatório que elimina o outro, mas a força da confiança de que você recebe a natureza de cordeiro, embora antes já tenha a natureza do lobo.
Você precisa viver num mundo de lobos, transitar entre lobos e não deixar com que a natureza de lobo que está em você venha dominar a natureza do cordeiro. Ele estava advertindo que haveria o perigo de que os seus discípulos ao entrarem no meio dos lobos, esquecessem de que eles iriam lutar de forma diferente, se isso acontecesse haveria uma “guerra de lobos”, e a mensagem do reino não será sinônimo de paz, sim uma guerra.
Ele estava dizendo: “não estou enviando vocês para fazer uma guerra de poder, eu não quero que vocês mostrem que são mais fortes do que os outros, não usem a estratégia do lobo, usem a simplicidade do cordeiro”. È assim que vocês irão atraí-los a experimentarem viver como cordeiros!
Jesus queria deixar claro que no seu reino os fortes não são os predadores, não é força da imposição, coerção, ditadura, mas sim a força do cordeiro mudo que se deixa levar, não é a força daquele que tem poder para esmagar o seu adversário, mas a força daquele que tendo poder não esmaga a cana quebrada.
A força do reino não é a astúcia do lobo, mas a simplicidade do cordeiro, não auto-suficiência predatória do lobo, mas a dependência e humildade do cordeiro, a mensagem do evangelho não é que você pode tudo, se torna imbatível, mas que a força que domina é a mansidão, paz, benignidade, não é medir forças, um poder que vai fazer frente a outro poder, no homem habita duas faces da natureza, a do cordeiro e a do lobo.
A natureza do cordeiro é um arquétipo do “homem perfeito”, mas há a natureza do lobo, que é o "ególatra", que busca satisfazer-se em detrimento do outro, a luta, não deve ser com a força e a astúcia do lobo, mas com a mansidão do cordeiro, não é uma luta para você dominar com suas forças, mas para deixar-se dominar, a natureza humana tem duas faces a do cordeiro e a do lobo!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
PARA QUEM QUER VIVER FELIZ!
Parte II
A vida pode ser vivida, fazendo com que cada momento seja importante, pois eles não podem ser prolongados, mas você pode imortalizá-los.“E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco está Páscoa, antes do meu sofrimento, pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus”. [7]
E interessante como Jesus transformava em símbolos as ansiedades vivenciais, ele confessou que desejava antes, “comer com os discípulos”, a páscoa, que tinha um significado histórico, “pular por cima, ir além da marca, livramento”, transformou um acontecimento passado da nação judaica, num elemento pedagógico, ao mesmo tempo em que estava “imortalizando um momento”, deu um significado valorativo muito antes de acontecer!.
Qual o significado de uma refeição com os amigos, com a família? A resposta é “depende da importância que é dada a esses acontecimentos”, pois eles em si, não tem valor nenhum, a mesma refeição entre amigos que pode não ter nenhum significado especial, pode ser magnífico para outros! O valor não está no “momento”, mas na importância que se dá aos momentos!
Esse principio não só conhecido por Jesus, como posto em prática, pois ao dizer que aquele momento era ansiado por ele a muito tempo, estava afirmando que a adrenalina já fazia parte do seu organismo, dava uma conotação emocional ao ato antes de se tornar fato, vivenciava na mente um momento que ainda estava por existir!
Essa atitude de Jesus mostra que não é a grandiosidade do evento, nem a quantidade de pessoas que precisamos para ter grandes momentos, pois a definição extensiva, ou quantitativa é dada por quem vivencia, ou seja, os momentos são marcados por aqueles que valorizam estes.
Jesus transformou uma ceia, ato comum na comunidade de sua época em um ato memorável que até hoje é lembrado em todos os rituais ligados ao cristianismo. A ceia por si era comum, mas Jesus a transformou em algo inesquecível, isso porque valorizou o momento, deu significado a algo que muitos faziam, mas sem uma carga emocional que eternizasse o momento!
Jesus transformou uma ceia, ato comum na comunidade de sua época em um ato memorável que até hoje é lembrado em todos os rituais ligados ao cristianismo. A ceia por si era comum, mas Jesus a transformou em algo inesquecível, isso porque valorizou o momento, deu significado a algo que muitos faziam, mas sem uma carga emocional que eternizasse o momento!
Quem quer experimentar a felicidade não deve buscar uma utopia de grandes eventos, mas transformar o cotidiano em momentos inesquecíveis, para isso é necessário ter sensibilidade, compreender que o valor dos momentos somos nós que damos a ele.
Um momento que poderia ser de lamurias na antevéspera da sua morte, foi marcante, mesmo que após seria causticante na cruz, nos ensinou a valorizar para aprendermos que momentos de trevas virão, mas ele deixou a lição, que a felicidade não é um estado permanente de êxtase, mas sim a somatória de pequenos momentos que lhe damos grandes significado.
Um momento que poderia ser de lamurias na antevéspera da sua morte, foi marcante, mesmo que após seria causticante na cruz, nos ensinou a valorizar para aprendermos que momentos de trevas virão, mas ele deixou a lição, que a felicidade não é um estado permanente de êxtase, mas sim a somatória de pequenos momentos que lhe damos grandes significado.
A vida pode ser vivida, com a consciência de que o seu passado não está fossilizado, mas em aberto, dependendo de suas atitudes no futuro, Ele poderá ser re-significado. [8]
“E, tomando o pão, tendo dados graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim” [9]
Os discípulos nunca entendiam quando Jesus falava da sua morte, o processo cognitivo. [10], não poderia decodificar a sua fala, o estado emocional que dominava as expectativas de uma liberdade imediata bloqueava a mente impedindo-os de compreender que o seu mestre fosse morrer afinal esse seria o fim de todas as suas aspirações.
A ceia é um momento sagrado na cultura judaica, Jesus usou símbolos, criou imagens concreta de alto teor emocional, para dar um significado marcante para eles, mesmo que eles não entendessem no momento, pudesse ser usada para desbloquear o entendimento, para isso usou a figura do pão representando o seu corpo e o vinho seu sangue.
Mas porque Jesus fez isso? Ele conhecia a importância da associação de símbolos para que ficasse marcada em suas mentes a sua mensagem, ao mesmo tempo seria um antídoto, para que ao serem feridos emocionalmente pelo espetáculo de horror que iriam presenciar, pudessem trocar de foco, e fazer uma substituição de uma realidade por outra mais significativa e escatológica.
Jesus queria preservá-los emocionalmente, diminuir o impacto da visão aterradora que teriam quando os seus olhos contemplassem o seu corpo desfigurado na cruz, a associação dos símbolos seria o recurso pedagógico para atenuar o impacto de horror, e ao mesmo tempo despertar a inteligência deles, para uma reflexão: “O que ele quis dizer com o pão ser o seu corpo e o vinho ser o seu sangue”?
Jesus quis mostrar com o uso de símbolos muito mais do que a aprovação do método pedagógico, e sim um principio de vida em relação ao tempo: “O passado sombrio de ontem, pode ter um novo significado amanhã”, não está petrificado no ontem, espera o “amanhã”, para ganhar a oportunidade de ser re-significado! O que acontece “hoje”, quando chegar amanhã, pode ter sido compreensível é até motivo de gratidão!
“Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. [11]
Como tinha conhecimento e sabia da projeção e ápice da história, Jesus quis mostrar para a humanidade representada em seus discípulos, que há esperança para aqueles que sofreram traumas, que no momento algo pode ser fatal, mas somente o “amanhã” pode dar significado ao que aconteceu.
O “ontem” ganha claridade como o raiar do dia que deixa para trás a noite de trevas. Esse é o antídoto para vivermos os traumas de hoje, esperar que eles se tornem passado, deixar com que o futuro mostre que os sofrimentos de ontem, foram parte de um percurso que nos levou a ver a vida pelo prisma da continuidade, pois nenhum passado pode ser passado no sentido de deixar de existir, não podemos extingui-lo, se o fizéssemos perderíamos a identidade, quem somos nós hoje sem os acontecimentos de ontem?
Os discípulos não entenderam a comparação que Jesus fez do pão com o seu corpo, nem do vinho com o seu sangue, mas depois da ressurreição, os escritores do evangelho, narram o significado e mostram que a morte de Jesus, não significou apenas um assassinato cruel e frio, mas o passaporte para que todo o homem tivesse livre acesso a Deus!
A aparente derrota de Jesus para quem olhava numa ótica imediatista, não refletia a realidade, no entanto o próprio Jesus sabia que era uma necessidade, e que esse acontecimento seria re-significado no futuro:
“Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” [12]
Esse momento era necessário, pois se transformaria no maior ato de Deus, numa vitória impar, onde a força encontrou maior, a “fraqueza”, quem ganhou não foi de quem matou, mas quem se deixou morrer para ressuscitar, pois Deus, carne se tornou, e na carne o pecado condenou! [13]
A vida pode ser vivida, com a consciência de que só ganha significado quando vivemos em doação, e descentralizando o “EU”, em prol do "TU". [14]
“Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.”
A psicologia admite a tese: “Quem vive em favor de outrem, dedica a dar de si tem, mas paz interior”, isso porque normalmente pessoas que tem uma causa, visam melhorar o mundo de outrem, dificilmente será uma pessoa depressiva, sempre tem motivação para ir a luta!
È interessante como Jesus já tinha em mente esse principio, pois tudo o que ele fez, foi em beneficio de outrem, veja que ele diz, sobre razão da sua encarnação, usando o sangue como símbolo “derramado em favor de vós”.
A filosofia da pós-modernidade tem como lema: “Expandir o potencial”, convoca o homem a libertar o “deus”, que todos têm dentro de si, convoca-o a romper limites, trazendo o homem na contramão dos ensinos de Cristo!
Isso resulta na busca da realização, onde a satisfação do “ego”, nunca acontece, o sábio de Eclesiastes experimentou essa realidade:
“Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas. Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.” [15]
O sábio sentiu o vazio existencial que fica no homem quando o “eu”, é o centro que gravita em torno da vida, os momentos de “êxtase”, quando chega ao cume em qualquer momento de alegria, tem sempre a descida de forma que o filosofo tem razão ao dizer: “Aquilo que o homem não possui e fundamental para a sua felicidade”, e ainda outro acertadamente profetizou: “Há duas maneiras do homem ser frustrado, uma é não conseguir o que deseja, outra é conseguir”!
Jesus estava ensinado aos discípulos em todas as épocas, que a melhor maneira de “ser” feliz, é “fazer” outrem, quem vive para o outro, encontra satisfação em si, mas quem vive para si, nunca estará satisfeito consigo mesmo e com tudo o que vier a conquistar!
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Notas
[7] Lucas 22:15-16.
[8] Lucas 22:19.
[9] Lucas 22: 19.
[10] É a realização das funções estruturais da representação (idéia ou imagem que concebemos do mundo ou de alguma coisa) ligadas a um saber referente a um dado objeto. Constitui na executação em conjunto das unidades do saber da consciência, que foram baseados nos reflexos sensoriais, representações, pensamentos e lembranças, com o processo mental que consiste em escolher ou isolar um aspecto determindado de um estado de coisas relativamente complexo, a fim de simplificar a sua avaliação, classificação ou para permitir a comunicação do mesmo através da abstração.
[11] Gênesis 50:20.
[12] Filipenses 2:6.
[13] Romanos 8:1-3.
[14] Lucas 22:20.
[15] Eclesiastes 2:10-11.
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